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Neste lugar, tudo rima razão e sensibilidade. As linhas rígidas de concreto e metal que definem os contornos do refúgio urbano são suavizadas pelas transparências dedicadas a oferecer leveza e mesclar o fora com o dentro , numa deliciosa simbiose. Erguido em meio a um oásis paulistano, numa das regiões mais arborizadas da cidade, o projeto se aproveita das vidraças para alcançar a copa das árvores e desenhar uma estimulante ideia de continuidade. De tão bem traçada, a tática dilui também os limites entre o lote e a cidade. Sem dúvida uma casa inovadora e moderna.

 

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“Imaginamos o térreo livre, com uma serie de jardins conectando-se ao verde da rua”, diz Fernando Viegas, do escritório Uma Arquitetos, autor da obra. Apenas generosas peles de vidro poderiam dar forma a uma proposta tão fluida. Delas vem outro trunfo da construção:ao refletirem a vegetação, o espelho-d’água e a piscina, aguçam a percepção sensorial do espaço,marcado ainda pelo pé-direito ora simples,ora duplo. E a luz… Esse é um espetáculo a parte.

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Durante o dia, o sol percorre a casa,delineia os recortes, promove um jogo de sombras. Quando a tarde chega,ele rebate água tranquila e se projeta sobre o teto revestido de compensado naval virolinha, inundando o salão com uma calorosa luz dourada. Baseada em elementos simples e diretos, essa linguagem materializa uma morada cuja atmosfera é suscetível ás variações do clima. Até em dias de chuva, os pingos caindo têm a mesma poesia de dias ensolarados e noites esreladas.

 

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Transplantados para o terreno antes de a contrução sair do chão, os seis paus-ferro de 8 m de altura foram abraçados pela casa. No mesmo nível das janelas do andar superior, a copa dessas árvores reforça o propósito de manter a vegetação sempre a vista de todos os pontos da morada. Além de organizar a circulação entre os quartos, a passarela com 25 m de extensão abriga a biblioteca,que funciona também como mezanino para a sala de estar. Amplo, o corredor se dobra junto ao painel de vidro da fachada frontal, dando acesso a dois dormitórios. Essa distribuição garantiu a todos os ambientes íntimos a insolação da face nordeste – sinônimo do sempre bem-vindo sol da manhã.

 

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Revista ARQUITETURA & CONSTRUÇÃO

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